sexta-feira, 7 de maio de 2010

Dia 11 - WEC, Downtown, Flores e Adolas



Hoje fui conhecer o local de trabalho dos Almeidas. Uma das bases da missão deles fica em Hamilton, razão porque eles estão morando aqui. Em breve (junho) partirão para Quebec (região de fala francesa) onde começarão o projeto de plantação de uma nova igreja. A casa sede da WEC fica em um bairro residencial muito agradável, casas muito charmosas e cheio de verde. É um casarão de três andares onde ficam os escritórios e apartamentos para missionários de que estão passagem (indo ou vindo do campo missionário).








Depois de um tour pela casa, deixei o Almeida e a Margareth trabalharem um pouco e fui conhecer a vizinhança. Que delícia de bairro, que tranqüilidade, adorei!









Saímos para conhecer um jardim botânico de tulipas. Que coisa mais linda, exuberante. Como comentei ontem - o nosso Deus é um Deus de detalhes, e bem disse Jesus para a gente olhar as flores do campo que se vestiam muito melhor do que reis em todo o seu esplendor. Duvido que algum rei ao longo de toda a história tenha chegado perto da graça e beleza de qualquer uma desta flores. Concorda comigo?






Depois fomos almoçar no centro da cidade. A cidade é bem limpa, arrumada, prédios bonitos, nada muito exagerado. Também é interessante ver gente andando na rua (tem mais de 10 dias que não vejo isso...) Agora já mais satisfeito em termos alimentares (comida em casa satisfaz todo mundo), resolvi arriscar um Jimmy Greek (fast food grego). E não decepcionou.








À tarde pude descansar um pouco e cansar muito jogando (e apanhando da Milana) no Wii (um video-game bem interativo). Quem me conhece sabe como eu amo perder. Foi uma maravilha... A Milana é uma garota legal, carinhosa (apesar da surra que me deu) e muito talentosa. Conseguiu se adaptar bem na escola e já supera seus colegas em algumas das habilidades da língua inglesa! Parabéns Milana!




À noite tivemos um evento especial dos adolescentes. O programa era andar de kart ou jogar paintball e depois juntar todos para comermos uma pizza e eu daria uma palavra... Achei bem complicado, mas estamos aqui para servir, né? Durante o dia choveu bastante e a temperatura caiu assustadoramente - ficou em três graus centígrados! Conclusão: metade da turma desistiu de atividades ao ar livre e foi para o prédio da igreja. Os mais animados foram para o paintball. Como eu não estava conseguindo ficar nem 5 segundo do lado de fora, naturalmente fiquei com o pessoal da igreja (além disso, nem tinha roupa para detonar no paintball...). Inicialmente no ginásio teve queimada com um monte de bolas de todos os tamanhos - foi engraçado e divertido. Em seguida subimos para um salão de jogos com hockey de mesa (aquele do disco) e totó (alto nível, com amortecedores nas hastes, fiquei impressionado) e jogos de baralho e tabuleiro (dois jogos que nunca ouvi falar antes, ambos muito interessantes - "apple to apple" e "catch a phrase" - que nem vou tentar explicar). Comemos pizza e donuts.

Depois que o pessoal do paintball chegou (todos imundos e exaustos, mas felizes) começou a reunião em que eu deveria dar a palavra. Mas imagina: um monte de menino (uns 40) super agitados em um salão cheio de jogos, sem uma música para sintonizar a turma - me jogaram no seco: Roberto, pode falar! Vou dizer que foi das coisas mais difíceis para mim. Além de toda a dificuldade, ainda o inglês (as idéias embolam, as preposições trocam, a pronúncia de certas palavras....urgh) Foi osso. Para piorar umas meninas tiveram um ataque de riso (coisa normal, né?) mas não conseguiam parar. Quando uma diminuía, outra começava. Falei algo errado? Errei o inglês? O ziper da calça está aberto? Tem pizza no meu dente? Meleca no nariz? Ou será apenas um mero ataque de bobeira... De um jeito ou de outro segui em frente e dei o recado (em cima da cura do paralítico levado pelos quatro amigos - a idéia foi falar do objetivo da célula que é levar os amigos até Jesus, custe o que custar) Na hora que terminei, quis chamar a banda (rsrsrsrsr) ou colocar uma música no cd (I Want to be used by you - Deluge) mas o tempo já tinha esgotado, então foi um tempinho (mesmo) de oração (também no seco) e tchau para todo mundo. Me deu uma saudade da Rede Zoe...

No final pude conversar mais um pouco com o Pr. Shawn e compartilhar com ele minhas impressões sobre o grupo, sua liderança e os grandes desafios que eu via. Foi ótimo, ótimo, ótimo. Para alcançar os meninos precisaria de mais tempo e convivência. Quem sabe alguém não vem passar uns tempos por aqui?

Chegando em casa, mais um tempo com o Almeida sentado à mesa da cozinha comendo cereal (um dos 100 tipos), pão e queijo até altas horas. Como é bom ter comunhão com nossos irmãos, não é?






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